Pensamento final

11.03.2018

 

Ao aguardarmos o Ano Novo com planos e resoluções, as vozes de homens piedosos do passado nos incentivam a pensar sobre algo que preferimos ignorar nossa própria morte.

 

Thomas de Kempis (1379–1471) escreveu: “Feliz é aquele que tem sempre diante de seus olhos a hora de sua morte e diariamente se prepara para morrer.” E François Fénelon (1651–1715) escreveu: “Não há como deplorar excessivamente a cegueira dos homens que não querem pensar na morte, e que se afastam de uma coisa inevitável que poderíamos nos alegrar em pensar frequentemente. A morte só importuna pessoas carnais.”

 

Estes homens não se referiam a uma preocupação deprimente com a morte, mas a uma abordagem dinâmica da vida. Como o salmista Davi, devemos orar: “Dá-me a conhecer, Senhor, o meu fim e qual a soma dos meus dias, para que eu reconheça a minha fragilidade […] Na verdade, todo homem, por mais firme que esteja, é pura vaidade” (39:4-5). Davi fala de pessoas que trabalham em vão, amontoando riquezas sem qualquer ideia de quem as levará (v.6). Ele conclui afirmando que sua esperança está em Deus, o único que pode afastá-lo de uma vida de rebelião e desastre espiritual (vv.7-8).

 

Ao depositarmos nossa esperança em Deus, a brevidade de nossa vida na terra merece se considerada diariamente.

 

 

Saber que a morte é certa pode proporcionar uma abordagem dinâmica à vida.

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